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Primeira etapa do programa estadual mostra bom desempenho de produtores de Colíder

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Os técnicos da Empaer iniciaram a avaliação dos resultados da primeira de quatro etapas junto aos produtores do programa estadual MT Produtivo Leite de Colíder (a 650 km de Cuiabá). Os resultados são positivos, com taxa de prenhez em 41,4%, comparada à média em outras regiões que não ultrapassa 30%.

Em Colíder, os trabalhos foram realizados em 30 propriedades, com a conclusão da primeira etapa entre 7 e 11 deste mês, com saldo de 215 embriões implantados. A produção atual está em torno de 4 litros diários, mas, com a expectativa de chegar a 15 litros por dia.

Pablo Eduardo Wolf, da comunidade de Nova Galileia, é um exemplo do produtor que conseguiu avançar na produção, pois obteve 17 prenhez em sua propriedade, das quais oito crias já nasceram, outras 7 estão sendo aguardadas para maio e junho; e o restante para os meses seguintes.

“Estou muito satisfeito e contente com o resultado. Minha expectativa é aumentar a produção leiteira da nossa criação que é misturada, mas de boa qualidade. Toda equipe envolvida na assistência técnica tem nos auxiliado e tirado prontamente as dúvidas que vão surgindo durante o processo”.

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Os técnicos da Empaer, a médica veterinária Tatiany Fernandes e Cleverson Sérgio Braz Mateus, estão à frente da execução do programa no município e destacaram que a iniciativa em médio e longo prazo vai melhorar os rebanhos leiteiros da região e colaborar com a profissionalização da atividade leiteira em Colíder.

“O trabalho representa um grande avanço na cadeia produtiva uma vez que oferece aos pequenos produtores a oportunidade de trabalhar com animais de alto potencial produtivo e profissionalizar cada vez mais a atividade”.

Para a médica veterinária Vânia Kohl, da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a proposta é justamente melhorar a qualidade genética do rebanho leiteiro, o que impacta diretamente na produção de leite e de uma forma muito mais rápida, além impactar positivamente na qualidade de vida dos produtores.

“Atendemos produtores que não teriam condições de pagar sozinhos pela tecnologia, então, com o programa, o Governo do Estado cobre 80% do valor da prenhez da raça Girolando 1/2 sangue e a entidade parceira outros 20%. A iniciativa que envolve várias instituições estaduais, prefeituras, cooperativas e associações gerando maior eficiência no campo e fortalecendo o trabalho em parceria”.

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O manejo reprodutivo foi realizado pela empresa Gaeti Reprodução Animal, sob a responsabilidade do médico veterinário Douglas Gaeti. As doadoras utilizadas são vacas Gir, com produção superior a 5 mil kg/lactação e os touros doadores são animais importados que preenchem todos os pré-requisitos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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