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Sem papel: Vara da Fazenda Pública de Sinop zera processos físicos

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A Vara Especializada da Fazenda Pública da comarca de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) zerou nesta segunda-feira (21) todos os processos físicos que tramitavam na unidade, tornando-se 100% digital.
 
Foram 23.914 processos inseridos no sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico) – adotado em Mato Grosso e em todo o país como uma forma de modernizar o sistema judiciário e aderir ao avanço tecnológico no Poder Judiciário como um todo.
 
O trabalho teve início em outubro de 2020 e foi feito incansavelmente por todos os servidores que compõem a vara. Atualmente, o sistema já está na versão 2.2 do Processo Digital Eletrônico, a qual é integrada à Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro, portanto, o trabalho dos servidores e do magistrado foi tão relevante e urgente.
 
O quantitativo que tramita na vara atualmente, a partir da digitalização, irá seguir a tendência de que todas as movimentações processuais fiquem mais rápidas e ágeis, como tem acontecido na maioria das unidades judiciárias de Mato Grosso.
 
O juiz titular da Vara, Mirko Vincenzo Giannotte, ressalta que diante do número elevado de processos, foi necessário muito esforço conjunto para obter o feito.
 
“Somos uma vara célere, arrojada e não teríamos tido êxito sem os juízes auxiliares da Presidência, pessoas fundamentais para o marco entre o fazer e o não fazer. O juiz tem que ter gestão para acelerar isso, provocar isso e, pelo Tribunal, pela Corregedoria, jamais me faltou com nenhum aparato tecnológico”.
 
Em meio à pandemia, a digitalização se tornou ainda mais necessária, pontua o magistrado: “o tempo de pandemia nos trouxe muitos ensinamentos, lições e adaptações. Quando se instala o desafio, já estamos preparados para isso”, afirma.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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