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Por dentro da Magistratura: Rui Ramos fala sobre invasão domiciliar e família originada do estupro

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Assista à 12ª edição do programa Por dentro da Magistratura, que traz como entrevistado o desembargador Rui Ramos Ribeiro. O programa está disponibilizado no canal oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no YouTube.
 
Durante o bate-papo, Rui Ramos falou sobre vários assuntos, dentre eles, sobre violação do lar, educação continuada, sobre sua passagem pela Presidência do TJMT, especialização dos juízes e ingresso em domicílio. Falou ainda sobre sua posição quanto ao crime de estupro, higidez na penalização e no apenamento, bem como seu posicionamento.
 
“Temos meninas de 11 ou 12 anos envolvida em atos e eventos que são de natureza sexuais. Enfim, ela é vítima. Ela se envolve com homens mais velhos e às vezes acaba grávida. Por uma razão ou outra acaba tendo relação sexual e, ao buscar socorro junto à família não encontra. Isso é manipulação do ser humano, que não é feita só por quem atuou sexualmente com ela, mas também pelos parentes. A Constituição diz que é tarefa de todos evitar qualquer nível de exposição da criança e adolescente. Essa família é formada originária de uma infração ou de um delito. É o adulto manipulando o direito de uma criança do sexo feminino”
 
Rui Ramos é formado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru/SP. Foi aprovado para a magistratura de Mato Grosso em 1986 e, por merecimento, em 16 de dezembro de 2004, foi promovido a desembargador do TJMT, tendo atuado como vice-diretor da Esmagis de 2007 a 2009 e como diretor entre 2009 e 2011. Simultaneamente, foi diretor da Escola Judiciária Eleitoral no biênio 2009/2012. Ainda entre 2009/2011 foi vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e nos anos seguintes, 2011-2013, assumiu a Presidência do TRE.
 
Foi nomeado pela Corregedoria Nacional de Justiça como coordenador regional da região Centro-Oeste e Estado de Minas Gerais entre os anos de 2014 e 2015 e atuou como desembargador auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça no período de dezembro de 2015 a julho de 2016, por nomeação da ministra Nancy Andrighi. Presidiu o Poder Judiciário de Mato Grosso na gestão 2017/2018. É especialista em Poder Judiciário pela Esmagis-MT e participou do Simpósio Internacional sobre a Culpa e o Tempo no Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em Portugal.
 
Por dentro da Magistratura – O programa é desenvolvido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e é gravado mensalmente. Tem como objetivo conhecer experiências e condutas de magistrados a partir de situações pessoais durante a carreira, opiniões e escolhas com intuito de transmiti-las, na forma de orientação ou recomendação, a magistrados e magistradas. Por este link, assista às edições anteriores.
 
 
 
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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