MATO GROSSO
Primeira reunião de 2022 destaca avanços tecnológicos no MPMT
MATO GROSSO
A modernização tecnológica do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) e a implantação em Brasília de um Escritório de Representação em conjunto com sete Ministérios Públicos Estaduais, que servirá de apoio logístico e institucional a membros que atuam em processos em instâncias superiores do Poder Judiciário, bem como na relação com outros poderes, como o Congresso Nacional, integraram a pauta da primeira reunião em 2022 da Comissão de Apoio Institucional, criada pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira no início do seu primeiro mandato.
A Comissão foi instituída com o objetivo de aproximar a Administração Superior das promotorias de todo o estado, ouvir demandas dos promotores e definir medidas e ações buscando maior efetividade na atuação do Ministério Público de Mato Grosso. Esta primeira reunião, realizada de forma virtual como medida de segurança devido à pandemia da Covid-19, reuniu membros do Polo 4, integrado pelas comarcas de Rondonópolis, Primavera do Leste, Guiratinga, Itiquira, Pedra Preta, Jaciara, Juscimeira, Dom Aquino, Paranatinga, Poxoréu, Alto Araguaia, Alto Taquari, Alto Garças e Campo Verde.
Após justificar a realização de reunião virtual “por estarmos no platô da terceira onda” de contaminação pelo Novo Coronavírus no estado e no país, José Antônio Borges Pereira elogiou a atuação dos promotores da área de saúde em defesa das medidas de controle da pandemia estabelecidas pelas autoridades sanitárias e reafirmou o compromisso da Administração Superior do MPMT com o cumprimento das normas legais.
“Entramos com ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) em Alta Floresta e Matupá”, disse referindo-se ao questionando na justiça de medidas de flexibilização adotadas pelos municípios que confrontam as constituições estadual e federal.
MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA – Com investimentos em novas tecnologias da informação e em pessoal qualificado, o Departamento de Gestão de Pessoas do MPMT está implantando sistemas modernos que tornarão seus serviços mais ágeis e seguros. “Precisamos investir em inteligência artificial e é isso que estamos fazendo. Trouxemos um sistema do Tocantins e estamos fazendo ajustes para adaptá-lo à nossa realidade. Realizamos mudanças no DGP, contratamos pessoal terceirizado da área de TI, mas também, como uma política nossa que estamos adotando, temos buscado colocar servidores de carreira nos postos-chave da administração”, destacou o procurador-geral.
A promotora auxiliar da PGJ Claire Vogel Dutra, uma das pessoas que coordenam a modernização tecnológica do DGP, explicou que a mudança de sistema é um trabalho complexo, que demanda tempo, mas que as transformações começam a ser colocadas em prática.“Nós utilizávamos o sistema Proteus, que é ultrapassado e praticamente não se comunica com outros sistemas. Estamos transferindo para o Athenas, mais moderno e que se comunica com outros sistemas. A transição é complicada e demanda muito trabalho. Criamos uma força-tarefa de 50 colaboradores e em janeiro fizemos a primeira folha de pagamento pelo Athenas. A gente teve que correr contra o tempo, porque por exigência legal até abril deste ano teremos que estar totalmente adequados às normas e prazos da nova versão do e-social”, relatou a promotora Claire Vogel.
Outra ferramenta que está sofrendo mudanças é a do Portal Vidal Funcional, também utilizado por membros e servidores, que já tem uma nova versão disponível, mas que ainda será aperfeiçoado. Com a troca do sistema Proteus para o Athenas, informou a promotora na reunião, muitas adaptações precisam ser feitas. ”Trata-se de um projeto muito grande, complexo, que está mudando rotinas, mas o procurador-geral tem dado todo apoio, disponibilizando pessoal para trabalhar exclusivamente nisso. Aos poucos as mudanças serão sentidas por todos”, disse Claire Vogel às promotoras e promotores que participaram da reunião.
O promotor Arivaldo Guimarães da Costa Júnior, que integra Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (CETI), falou da importância do uso de tecnologias mais modernas e pediu compreensão dos membros com o processo de adaptação. “É como um celular novo, a gente vai aprendendo a lidar com ele aos poucos”, argumentou.
ATUAÇÃO EM BRASÍLIA – Ainda como pauta da reunião, o secretário-geral do MPMT, promotor Milton Mattos da Silveira Neto falou dos esforços da atual administração no sentido de integrar a parceria com outros Ministérios Públicos estadual que viabilizaram a criação e implantação de um Escritório de Representação em Brasília.
“Era um sonho antigo. Pode parecer fácil implantar um Escritório de Representação em Brasília com outros Ministérios Públicos, mas na verdade é muito complexo. Tivemos que firmar um convênio, elaborar um Estatuto e, internamente, o procurador-geral teve que baixar um Ato regulamentando o uso do espaço”, detalhou o promotor Milton Mattos da Silveira Neto.
O convênio inclui, além do de Mato Grosso, os Ministérios Públicos dos estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amapá, Espírito Santo e Bahia, que utilizarão o espaço de forma compartilhada. “Estamos instalados em um prédio que fica atrás do CNMP e ao lado do CNJ, muito bem localizado. Foi reformado, já foi implantado o sistema tecnológico e estamos contratando pessoal terceirizado”, explicou o secretário-geral do MPMT.
O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, definiu a importância do Escritório de Representação em Brasília no acompanhamento de processos de interesse do MPMT que tramitam nas instâncias superiores do Judiciário. “Agora teremos o Escritório de Representação como suporte e também vamos dar mais agilidade ao Nare, que está sob o comando do procurador Ezequiel Borges, que é muito competente e dedicado”.
MATO GROSSO
Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.
Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.
Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense.
“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.
Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.
O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.
A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.
Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.
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