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Centro Judiciário de Solução de Conflitos de Rondonópolis realiza divórcio em 15 dias

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Em apenas 15 dias, compreendidos entre a distribuição da Reclamação pré-processual e o envio do mandado de averbação para o cartório, um divórcio foi homologado no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Rondonópolis. Graças à facilidade, agilidade e praticidade dos trâmites durante a audiência de conciliação, as partes, em comum acordo, encerraram a relação de pouco mais de cinco anos.
 
A praticidade da realização de audiência de conciliação de forma virtual foi um dos pontos positivos destacados por Fátima Aparecida da Silva, parte na Reclamação. Atualmente ela mora em Mato Grosso do Sul e diz que fazer tudo à distância facilitou muito, evitando custo com deslocamento. “Foi tudo muito rápido. Passei meus documentos pela internet para o advogado, marcaram o dia da audiência, que foi bem rápida porque nós concordávamos com o divórcio e não tínhamos bens em comum. Muito melhor do que precisar ir até o Fórum, bastante prático”, afirma.
 
Segundo o coordenador do Cejusc de Rondonópolis, juiz Wanderlei José dos Reis, “esse caso do divórcio concluído em apenas 15 dias só demonstra para a população em geral como a utilização dos métodos consensuais, seja a conciliação ou a mediação, traz benefícios imediatos e representa hoje um caminho muito importante e adequado para a realização da justiça e a pacificação social, ao lado dos métodos tradicionais (heterocompositivos). Na autocomposição a satisfação de quem procura a Justiça e dos advogados é manifesta. Basta o cidadão ou a cidadã buscar um Cejusc e se informar de todos os serviços que lá são prestados. Por isso é preciso, cada vez mais, divulgarmos à população essa nova forma de resolução de conflitos disponível nos Cejuscs de todo o Estado onde o jurisdicionado é partícipe da decisão, o que lhe permite o pleno exercício da cidadania com uma resposta estatal célere, acessível, adequada e humanizada.”
 
Pacificação social – O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) do Tribunal de justiça de Mato Grosso lançou a Campanha Estadual da Conciliação com objetivo de expandir a cultura do diálogo.
 
Situações que podem ser resolvidas por meio da audiência de conciliação: pensão alimentícia; guarda dos filhos; divórcio; partilha de bens; acidentes de trânsito; dívidas em bancos; danos materiais e morais; questões que envolvam comércio, relação de consumo, vizinhança e outras que dizem respeito aos interesses disponíveis ou indisponíveis transacionáveis.
 
A conciliação pode ser feita antes ou depois de ingressar com uma ação na Justiça. Procure o Cejusc mais próximo ou acesse o site do Nupemec e informe o interesse em marcar uma audiência de conciliação. É simples, prático, rápido, on-line e sem burocracia.
 
Assista ao vídeo da campanha AQUI.
 
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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