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Nobres realiza 12 audiências por videoconferência no mesmo dia e advogados elogiam qualidade

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Rapidez e praticidade em audiências judiciais por videoconferência são uma realidade que vieram para ficar. A opinião é dos advogados que se reuniram virtualmente com o juiz titular da Comarca de Nobres, Renato José de Almeida Costa Filho, nesta terça-feira (1º de fevereiro), quando foram realizadas 12 audiências de instrução.
 
Na ocasião, o advogado Emerson Ribeiro estava em Goiânia, a advogada Lorhayne Luiza Pereira, em Cuiabá, e o juiz em Nobres. No horário marcado, os advogados e uma das partes já estavam na sala. O magistrado ouviu todos os lados e proferiu a sentença.
 
“Com relação às audiências, posso afirmar que tem sido mais eficaz dessa forma (por videoconferência), pois acabam algumas dificuldades, como as dificuldades com deslocamento, que não existem. Nesse período de pandemia, as decisões, sentenças, têm ocorrido e estou bem satisfeita”, contou a advogada Lorhayne Luiza Pereira.
 
Na mesma linha, o advogado Emerson Ribeiro, que estava fora de Mato Grosso visitando familiares em Goiânia, assevera que “é uma inovação que não tem como voltar atrás. Apesar das dificuldades da pandemia, este novo modelo adotado pelo Judiciário foi uma inovação até para o Fórum, para os advogados. O fato de não precisar ir até a Vara ou o Fórum fez com que o trabalho fluísse bem melhor. O Balcão Virtual também tem funcionado muito bem”, relatou.
 
Experiente sobre o uso da tecnologia a favor da Justiça, o juiz Renato José lembra que a videoconferência já permitiu ajudar cidadãos em situações das mais diversas muito antes da pandemia. Em 2016, o magistrado inovou ao dar solução para um processo de guarda de um adolescente cujos pais estavam em cidades diferentes dos Estados Unidos. O defensor e o promotor estavam em Araputanga e a advogada da avó estava em Jauru.
 
“A própria lei nº 9099/1995 foi alterada no início da pandemia para permitir a modalidade de audiência por videoconferência. Facilita para todos, o advogado pode fazer do próprio escritório, as partes do celular, o magistrado de onde estiver. Hoje faço de dentro do Fórum, estamos em expediente interno. Não estamos com o atendimento presencial”, explica o juiz.
 
O titular da Comarca ainda aproveita para reforçar a importância da vacinação contra a Covid-19 e, mesmo atendendo por vídeo, carrega o comprovante de imunização, que faz questão de deixar em sua mesa. “É que o exemplo arrasta”, avisa.
 
Além das audiências pela internet, o juiz disponibiliza um número de contato pelo WhatsApp que ele próprio verifica a demanda e dá andamento. A pauta da Comarca ao longo da semana é planejada, explica. Às terças-feiras ocorrem as audiências da área Cível, nas quartas-feiras, da Criminal, às quintas-feiras, Previdenciária e, nas segundas e sextas-feiras, o atendimento a presos e urgências que surgem. Para esta quinta-feira estão programadas cinco audiências criminais.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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