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Foragido do Ceará tem prisão cumprida na região norte de Mato Grosso

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Assessoria | Polícia Civil-MT

Um homicida foragido da Justiça do Estado do Ceará ha mais de 17 anos, foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso, na tarde de terça-feira (01.02), no município de Sinop (500 km ao norte da Capital), em cumprimento de mandado de prisão.

A ação foi deflagrada após troca de informações e trabalho em conjunto da Polícia Civil do Ceará, com a Gerência Estadual de Polinter e Capturas de Cuiabá e a Divisão de Homicídios de Sinop.

O procurado de 37 anos estava com a ordem de prisão por homicídio qualificado, em caráter definitivo, expedida pela Vara Única da Comarca de Parambu, Estado do Ceará. Ele foi condenado há mais de 11 anos de reclusão em regime fechado.

Homicídio

O crime ocorreu na madrugada do dia 16 de novembro de 2004, em uma casa de shows na cidade de Parambu (CE). Durante o evento houve um desentendimento entre pessoas de duas famílias, e acabou evoluindo para uma briga com agressões mútuas.

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Na ocasião, o suspeito de posse de uma arma de fogo efetuou disparos que atingiram fatalmente a vítima, Murilo de Araújo Siqueira.

Em dezembro de 2014, houve o julgamento do homicídio e o autor foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Parambu e sentenciado com pena de mais de 11 anos de reclusão em regime fechado. No entanto, o mesmo encontrava-se foragido e vinha sendo procurado.

Prisão

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, recebeu denúncia repassada pela Polícia Civil cearense da 14ª Delegacia Regional de Tauá, sobre o possível paradeiro do procurado escondido na região norte do estado.

Diante das informações a Polinter solicitou apoio aos policiais civis da Divisão de Homicídios da Delegacia de Sinop, os quais conseguiram localizar e prender o suspeito no bairro Jardim das Violetas.

Após diligências, monitoramento e acompanhamento, o suspeito foi surpreendido em via pública conduzindo uma camionete Toyota Hilux.

Em cumprimento ao mandado de prisão, o foragido foi conduzido até a Delegacia de Sinop para as providências cabíveis, e posteriormente colocado à disposição do Poder Judiciário.

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Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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