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Maria Helena orienta novos juízes: tenham a humildade como farol na carreira

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Durante a abertura do Curso Oficial de Formação Inicial para Novos Magistrados (Cofi), a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, disse aos novos juízes para terem a humildade como maior virtude na carreira que iniciam. Em reunião híbrida em que a desembargadora falava pela plataforma virtual Teams e os juízes estavam no Tribunal de Justiça, a presidente destacou ainda que os novos magistrados devem se conectar com a sociedade em que estiverem inseridos e conhecer as necessidades da região.
 
“Nunca percam de vista aquele farol que eu acendi aos senhores no dia da posse. O farol da humildade. Houve momento no passado, por força de orientação do Tribunal de muitos anos atrás, em que o juiz foi orientado a se segregar. Não, o juiz deve se recatar de posições que não são próprias de sua judicatura em cidade pequena. Ele não pode de forma alguma não abrir o olhar para as situações sociais que o cercam. Ele é um ente da sociedade. Não confundam nunca autoridade com autoritarismo, pois são coisas muito distintas. Os senhores deverão chegar em suas comarcas com a autoridade de um magistrado e se fazer respeitar como tal, mas daí ao caminho do autoritarismo vai uma distância muito grande. Tenhamos sempre em mente que ser um juiz humilde é o melhor que pode ocorrer. Os senhores só têm a ganhar.”
 
Maria Helena destacou ainda que o curso de Direito ensina a parte técnica, mas não a exercer a função de magistrado e, por isso, eles devem extrair o máximo possível do Cofi. “As faculdades não ensinam nada a respeito de como os juízes substitutos podem levar, da forma mais leve, a judicatura. A magistratura requer muitas renúncias e estudo constante, daí porque os senhores, acabando de deixar os livros nos quais se debruçaram para fazer as provas, adentram em novo curso para preparação no ingresso da comarca onde deverão judicar. Que os senhores possam extrair desse curso as informações necessárias para serem bem-sucedidos. Os apetrechos necessários para o sucesso estão aqui, coloquem na mala”.
 
Ainda na abertura do curso, as apresentações das funções da Presidência foram realizadas pelos juízes auxiliares Adriana Sant’Anna Coningham, Paulo Márcio Soares de Carvalho, Rodrigo Curvo (ouvidor) e José Luiz Lindote (responsável pelo setor de Precatórios). Dentre tantos assuntos, eles falaram sobre o que é o assessoramento direto à presidente, supervisão de obras de infraestrutura, Atos da Presidência, Direito dos Magistrados, Gestão de Metas, Ouvidoria (do Cidadão, sobre Cartórios Extrajudiciais, da Mulher), Governança e Tecnologia da Informação.
 
No quesito governança, foram apresentados o Comitê de Governança de Tecnologia da Informação, Centro de Inteligência do Poder Judiciário de Mato Grosso, o Núcleo Socioambiental e os comitês de Governança de Tecnologia da Informação, de Teletrabalho, de Equidade de Gênero, de Lei Geral de Proteção aos Dados, dentre outros.
 
Na oportunidade, eles ainda estimularam os juízes a participarem da gestão ofertando ideias e sugestões quanto aos programas apresentados. “A administração precisa da contribuição dos senhores que estarão na ponta. As metas estão definidas, mas os senhores podem e devem encaminhá-las à Presidência”.
 
A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, também participou do evento, bem como o juiz auxiliar Aristeu Vilella e Edson Dias Reis, que apresentaram as ações da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
O Curso de Formação é realizado na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso e alcança os 25 juízes e juízas substitutos recém-aprovados. As atividades seguem até maio com aulas teóricas e práticas.
 
Leia matérias correlatas nos links abaixo:
 
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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