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Serly Marcondes conta sua trajetória no Judiciário em entrevista ao programa Memórias

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A nona edição do programa ‘Memórias do Poder Judiciário’ traz a desembargadora Serly Marcondes, 61 anos, como entrevistada, que conta sua trajetória profissional no Judiciário como juíza e desembargadora. A magistrada ingressou na magistratura em 1990 e a primeira comarca que assumiu foi Alta Floresta. Em 2013, ascendeu ao cargo de desembargadora, por merecimento.
 
Desde 2018 faz parte da equipe de formadores da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Também foi diretora-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
Durante o bate-papo, Serly contou que pensava em ser advogada, assim como seus pais, entretanto, durante o cursar da faculdade de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso foi influenciada pelo desembargador José Vidal, a quem ela admira até os dias atuais, a seguir a carreira da magistratura. “Eu ficava admirada com a pessoa que ele era, reto, correto e humano. Eu me identificava muito com ele e começou a ser pra mim possível a ideia de ser juíza.”
 
Ela falou também sobre a participação feminina e sobre os avanços do Judiciário estadual nesse sentido. “A questão da mulher na magistratura teve a importância de termos uma líder anterior, a desembargadora Shelma. Ela é um modelo para todas as juízas que vieram depois. Ela é reconhecida nacionalmente e internacionalmente, então ela colocou um padrão muito alto para todas nós porque precisamos ter uma postura igual ou maior. Ela é uma inspiração.”
 
O programa Memórias regata fatos que retratam a história do Poder Judiciário de Mato Grosso por meio dos magistrados que criam, transformam e aperfeiçoam o sistema de Justiça estadual. Também já foram entrevistados os desembargadores Márcio Vidal, José Ferreira Leite, Paulo Lessa, Mauro José Pereira, Licínio Carpinelli, Manoel Ornellas, Gerson Paes e Adilson Polegato. Neste link você assiste aos programas.
 
Para assistir à íntegra do bate-papo com a desembargadora Serly Marcondes, acesse por este link.

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Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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